CIA: O MAIOR TRAFICANTE DE DROGAS DO PLANETA.

Por Victor Thorn  –  reproduzido do blog Thoth3126 – editado p/ Cimberley Cáspio

A CIA e a Heroína ainda dominam no Afeganistão. “Aviões do Exército dos EUA deixam o Afeganistão com caixões  vazios de corpos, mas carregados e cheios de drogas”.

“Através do controle da C.I.A, os EUA são os maiores traficantes de drogas do planeta, meio pelo qual obtém recursos para operações secretas Black Ops .“

O Afeganistão atualmente produz e fornece mais de 90% da heroína do mundo, gerando cerca de US$ 200 bilhões em receitas para suprir as necessidades de financiamento de operações ilegais (Black Ops-Orçamento Negro) do governo oculto dos EUA, executadas em todo o planeta. Desde a invasão do Afeganistão pelos EUA em 07 de outubro de 2001, a produção de ópio aumentou 33 vezes (para mais de 8.250 toneladas por ano) no país.

RAWA: Desde 2001, o cultivo de papoulas, a flor do ópio/heroína aumentou mais de 4.400%. De acordo com os EUA / OTAN, o Afeganistão se tornou o maior produtor mundial de ópio, e que já produz 93% do ópio em todo o globo. Na foto um soldado dos EUA caminha entre papoulas, a flor que é a matéria prima para a produção de Ópio e Heroína.

Os EUA têm estado no Afeganistão há mais de dez anos, gastou oficialmente US$ 177 bilhões de dólares no país, e tem a mais poderosa e tecnologicamente avançada força militar da Terra. Dispositivos de espionagens por satélites, drones não tripulados, localização por GPS, etc, todo esse aparato pode localizar qualquer coisa em qualquer lugar inimaginável simplesmente apertando alguns botões.

Ainda assim, as plantações e colheitas de papoulas se mantém florescendo e crescentes ano após ano. Mesmo sendo a produção de heroína um processo trabalhoso e intrincado,as papoulas devem ser plantadas, cultivadas e colhidas, depois, após a morfina ser extraída tem que ser cozidas, refinadas, e embaladas em tijolos e transportada de remotas localidades rurais através das fronteiras nacionais, exigindo uma intrincada logística para um país em guerra e com topografia montanhosa e árida.

Para separar a heroína da morfina se exige mais 12-14 horas de reações químicas trabalhosas. Milhares de pessoas estão envolvidas no processo de produção, mas, apesar dos enormes recursos tecnológicos à nossa disposição, a HEROÍNA DO AFEGANISTÃO continua fluindo em níveis recordes e abastecendo o mercado mundial.

O senso comum sugere que o então prolífico e lucrativo comércio de drogas durante um período tão prolongado de tempo não é um acidente, especialmente quando a história do que aconteceu na região é considerada. Idêntico ao período em que à CIA comandava às operações durante a Guerra do Vietnã, o Triângulo Dourado (o LAOS, VIETNÃ, MYANMAR E TAILÂNDIA, então os principais países produtores). Durante à guerra do Vietnã e depois da guerra,  ainda abasteceu e forneceu ao mundo a maioria de sua heroína consumida.

No entanto,prisioneiros de guerra americanos deixados para trás após à guerra, tanto no Vietnã,quanto no Laos, foram empecilhos à “guerra secreta” da CIA, a qual, se via incomodada com às investigações  e sempre recorria ao governo americano e agentes públicos de primeiro escalão,como senadores,deputados e afins, para encobrir os fatos. Houve casos em que à CIA determinou o assassinato de prisioneiros de guerra americanos ainda vivos, no Laos, para parar às investigações e não atrapalhar “o contrabando e comércio de drogas”, segundo denunciou Scott Barnes, no seu livro BOHICA, que conta essa história, também retratada no filme Rambo: first blood part II em 1985.

Depois que a guerra terminou em 1975, um evento intrigante ocorreu em 1979, quando Zbigniew (um integrante do governo oculto, MAJESTIC-12 dos EUA) Brzezinski secretamente manipulou a União Soviética para que invadisse o Afeganistão. Por trás da cena oficial, a CIA, junto com o ISI (serviço secreto) do Paquistão, foram secretamente financiando os revolucionários mujahideen no Afeganistão para lutarem contra seus inimigos invasores russos. Antes desta guerra, a produção de ópio no Afeganistão era absolutamente mínima.

Mas segundo o historiador Alfred McCoy, um especialista sobre o assunto, uma mudança de foco ocorreu. “Nos dois anos do massacre da operação de invasão da CIA no Afeganistão, as fronteiras montanhosas entre o Paquistão e o Afeganistão se tornaram o maior produtor mundial de heroína.”

Logo a seguir, como observa o professor Michel Chossudovsky, “comandados da CIA novamente passaram a controlar o comércio de heroína. Quando os guerrilheiros mujahideen conquistavam território no interior do Afeganistão, ordenavam aos camponeses que plantassem papoulas como um imposto revolucionário. Do outro lado da fronteira, no Paquistão, líderes afegãos e organizações locais, sob a proteção dos serviços secretos paquistaneses (ISI), dirigiam centenas de laboratórios de produção de heroína”.

Eventualmente, a União Soviética foi derrotada (teve a sua versão do Vietnã dos EUA) e, finalmente, perdeu a Guerra Fria. O resultado, no entanto, provou ser uma lata de vermes inteiramente nova. Durante sua pesquisa, McCoy descobriu que “a CIA apoiou e deu suporte” a vários barões da droga no Afeganistão, como por exemplo Gulbuddin Hekmatyar.

A CIA não lidava com a heroína diretamente, mas fornecia aos seus aliados traficantes, transporte, armas, munição, logística e proteção política”.  Em 1994, uma nova força surgiu na região, o grupo Taleban, que assumiu o tráfico de drogas. Chossudovsky novamente descobriu que “os americanos tinham secretamente, e através de agentes paquistaneses [especificamente do ISI], dado apoio ao grupo Taliban para tomarem o poder.”

cia-drogas

Estes estranhos companheiros de cama (CIA e Taleban) tiveram um relacionamento firme e sólido até julho de 2000, quando os líderes do Talibã proibiram a plantação de papoulas. Este novo desenvolvimento alarmante nas relações, juntamente com outros desacordos sobre a travessia de oleodutos propostos através da Eurásia, representava um problema grave para o centro de poder no Ocidente. A CIA se viu então, sem o dinheiro da heroína à sua disposição,e  sem os bilhões de dólares que não poderiam ser canalizados para vários projetos escusos da Agência com orçamento negro (gastos e projetos do governo das sombras sem aprovação do Congresso dos EUA).

Já sentindo os problemas nesta região volátil,  dezoito influentes políticos neoconservadores assinaram uma carta em 1998 que se tornou um modelo para o infame projeto chamado de Project for New American Century (PNAC) – Projeto de um Novo Século Americano.

Quinze dias depois dos ataques às Torres gêmeas do WTC em New York em 11/09, o diretor da CIA George Tenet enviou o seu ultrassecreto Grupo de Operações Especiais (SOG) para o Afeganistão. Uma das maiores revelações no livro de Tenet, “No Centro da Tempestade”, era que as forças da CIA é que dirigiram a invasão do Afeganistão, e não os militares do Pentágono.

No dia 26 de janeiro de 2003, Douglas Waller, da revista Time, descreve a reação do então Secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld para este desenvolvimento. “Quando disseram a assessores de Rumsfeld de que suas forças especiais do exército dos EUA, os A-Teams Green Berets (os Boinas Verdes)   não poderiam ir ainda para o Afeganistão até que o contingente da CIA tivesse deixado/entregue as bases com os senhores da guerra locais, ele entrou em erupção, ‘eu tenho todos esses caras armados até os dentes e nós temos que esperar como passarinhos em um ninho para que a CIA nos deixe entrar?‘

Claro,com lucratividade de bilhões de dólares em drogas envolvidos no Afeganistão, e com total apoio do governo americano, teria que ter um operador real e experiente nos negócios, que era ninguém mais e ninguém menos do que Richard Armitage, um homem cuja lenda inclui um currículo de dar inveja em Pablo Escobar. Richard Armitage, o maior traficante de heroína no Camboja e no Laos durante a Guerra do Vietnã, também foi Diretor do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Controle de Narcóticos do Departamento de Estado dos EUA (uma frente usada para o tráfico de drogas da CIA ); chefe da empresa FAR EAST COMPANY  (COMPANHIA EXTREMO ORIENTE) usada para canalizar o dinheiro da venda das drogas para fora do Triângulo Dourado, e com uma estreita ligação com Oliver North, durante o escândalo IRÃ-Contras na venda de cocaína para comprar armas (em uma operação não autorizada pelo Congresso americano), sendo North um oficial de campo primário do Pentágono, usado na luta contra o “terror” e  operações encobertas do governo sob George Bush, o pai.

Richard Armitage

Armitage foi um dos signatários originais do infame documento PNAC, e o homem que ajudou o diretor da CIA, William Casey a entregar armas para os revolucionários mujahideen afegãos durante sua guerra contra a União Soviética. Richard Armitage também esteve baseado no IRÃ nos meados de 1970, logo antes do movimento revolucionário islâmico do aiatolá Ruhollah Khomeini depor o xá Reza Pahlevi. Armitage pode muito bem ter sido o maior operador secreto por trás das cenas oficiais da história dos EUA (e da política internacional).

Em 10 de setembro de 2001 (um dia antes dos atentados às torres gêmeas do WTC em New York), Armitage se reuniu com o assessor do Reino Unido para segurança nacional, Sir David Manning. Teria ido à Londres “para transmitir informações de inteligência específicas ao governo inglês sobre os iminentes“ataques  terroristas” em N.York?

O cenário é plausível porque no dia seguinte , em 11 de setembro, Dick Cheney chamou diretamente Armitage para ele estar em sua presença em seu bunker. Imediatamente após o WTC 2, a segunda torre ter sido atingida, Armitage disse à BBC Radio, “me disseram para ir ao centro de operações [onde] passei o resto daquele dia com o vice-presidente, Dick Cheney.“

Estes dois indivíduos partilham uma longa história juntos. Richard Armitage não só foi empregado pela empresa Halliburton  antiga empresa de Cheney (via Brown & Root), como também foi deputado quando Cheney era secretário de Defesa no governo Bush, o pai. Mais importante, Cheney e Armitage tinham em comum os interesses de consultoria do gasoduto da Ásia Central, que tinha sido contratada pela Unocal. O único problema em pé perante seus interesses, entre eles e as vastas reservas de energia do Mar Cáspio era o TALIBAN no Afeganistão.

Desde 1980, Armitage acumulou uma lista enorme de aliados dentro do ISI (Serviço Secreto) do Paquistão. Ele também foi um dos “vulcanos”, junto com Condoleezza Rice,Paul Wolfowitz, Perle Richard, e o RABINO (um homem de “deus”) Dov Zakheim que coordenavam as iniciativas geoestratégicas de política externa de George Bush-Filho.

Depois do ataque de 11 de setembro às torres gêmeas em N. York, ele negociou com os paquistaneses antes de nossa invasão do Afeganistão, ao mesmo tempo, Armitage se tornando um vice-secretário de Estado de Bush estacionado no Afeganistão (com liberdade de trânsito, e um passaporte diplomático).

O nosso “inimigo”, é claro, eram os “terroristas do Talibã”. Mas George Tenet, Colin Powell, Porter Goss, e Richard Armitage haviam desenvolvido uma estreita relação com o chefe militar do Paquistão do ISI – general Mahmoud Ahmad- que foi citado em um relatório sobre o ataque de 11 de setembro de 2001 do FBI como um “apoiante e financiador dos alegados ataques terroristas de 11/09, bem como tendo ligações com a Al Qaeda e o Taliban.”

A partir daí, a linha entre os amigos e os inimigos ficou ainda mais sombria e negra. O presidente afegão, Hamid Karzai, escolhido e empossado pelo governo americano, não só colaborou com o Taliban, mas também estava na folha de pagamento da petroleira Unocal (empresa americana controlada pela CHEVRON), em meados da década de 1990, como também  foi descrito pelo jornal saudita Al-Watan como sendo “um agente operador da Central Intelligence Agency-CIA (agente secreto). Desde os anos 1980, colaborou com a CIA no financiamento de ajuda dos EUA para o Taliban.”

O trio de açougueiros (reptilianos): Cheney, Rumsfeld e Bush e ao fundo ”A SUA MAIOR CONTRIBUIÇÃO AOS EUA“.

Capturar uma fonte nova e abundante para produção da heroína era uma parte integrante dos planos (da CIA) de  “Guerra ao Terror” dos EUA, e Hamid Karzai era o governante fantoche da CIA em sua teatral (mas mortífera para os povos dos países ocupados) “guerra ao terror”. O Afeganistão é um completo narcoestado, e as papoulas que florescem ainda não conseguiram ser erradicadas, como foi comprovado em 2003, quando o governo Bush se recusou a destruir as culturas, apesar de ter tido a chance de fazê-lo.

Os Principais traficantes de drogas raramente são presos, os contrabandistas desfrutam de imunidades tipo carte blanche (carta branca), e Nushin Arbabzadah, escrevendo para o jornal inglês The Guardian, teoriza de que hoje os“aviões do Exército dos EUA deixam o Afeganistão carregando caixões vazios de corpos, mas cheios de drogas, de pura heroína“. É por isso que os militares protestaram tão veementemente quando os repórteres tentaram fotografar os caixões de retorno?

”Quando a (verdadeira) história do envolvimento dos EUA no Afeganistão fosse escrita (e contada), o envolvimento sórdido de Washington (da CIA) na produção e no tráfico de heroína e sua aliança com traficantes e criminosos de guerra do Partido Comunista do Afeganistão será um dos capítulos mais vergonhosos”. – The Huffington Post , 15 de outubro de 2008

Fonte:http://www.newamericancentury.org/

http://thoth3126.com.br/c-i-a-maior-traficante-de-drogas-do-planeta/#comments

http://www.newsweek.com/strange-tales-mr-barnes-196798

http://www.ciadrugs.com/witness_list.html

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