BHP E A VALE, CONTRATARAM ADVOGADOS NOS E.U.A PARA “INVESTIGAR” O DESASTRE EM MARIANA-MG.

Por Cecilia Jamasmie-reproduzido de MINING.com – editado p/ Cimberley Cáspio

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Segundo a BHP Billiton e a Vale, proprietárias da Samarco, mina de minério de ferro em Minas Gerais,Brasil, que teve a sua represa estourada, provocando uma tsuname de lama, que em sua passagem devastou vidas, cidades, e que causou e ainda vem causando grandes danos ao meio ambiente, o número de mortos subiu para 17 ao invés de 13, com duas pessoas ainda desaparecidas, revelou na terça-feira, a gigante da mineração australiana.

A empresa sediada em Melbourne, a Vale SA e Samarco Mineração SA, acrescentaram que contrataram o escritório de advocacia sediado em Nova York Cleary Gottlieb Steen & Hamilton LLP para investigar a causa da violação, e se comprometeram a liberar as conclusões e recomendações à comunidade de mineração.Não às autoridades brasileiras,claro, o governo federal do Brasil, também é parte do problema,já que é o dono da Vale.

No dia 05 de novembro, o desastre despejou 60 milhões de metros cúbicos de resíduos de minas do local no estado de Minas Gerais, Brasil, atingindo também o estado vizinho, Espírito Santo, alcançando o oceano Atlântico a 600 quilômetros de distância em questão de dias.

Materiais tóxicos, incluindo arsênio, e altos níveis de chumbo, alumínio, crómio, níquel e cádmio, foram  encontrados nas águas do rio Doce  por uma equipe das Nações Unidas e do Instituto de Gestão das Águas de Minas Gerais. No final de novembro, a Vale também confirmou as descobertas de IGAM, porém misteriosamente, a empresa com sede no Rio de Janeiro e a BHP Billiton, mudaram a primeira versão, e deram uma segunda declaração afirmando que  os resíduos contêm apenas água, óxido de ferro e areia, os quais, não são prejudiciais. De forma estranha, o governo brasileiro através de órgão do setor,como a ANA(Agência Nacional de Águas) e a  Universidade de Juiz de Fora, também em Minas Gerais, “assinaram embaixo”, os argumentos da BHP Billiton e a Vale, e foram mais além, “afirmaram que à água do rio Doce está apta para o consumo doméstico, inclusive beber. Os peixes morreram por asfixia e não por qualquer tipo de veneno químico.” Concluiu à “perícia” da ANA e da Universidade de Juiz de Fora.

O governo brasileiro disse que iria impor uma multa “inicial” de 530 milhões de dólares sobre a BHP, Vale e Samarco, mas na semana passada condenou a Samarco a pagar  uma multa menor, 500 milhões de dólares, enquanto ao mesmo tempo, pede o congelamento dos ativos de mineração existentes, das três empresas no Brasil.

Enquanto isso, os mineiros estabeleceram um fundo para compensar as vítimas do desastre, muitos dos quais estão sendo alojados em acomodações temporárias. O dinheiro também será usado para pagar a limpeza da região.

Fonte: http://www.mining.com/death-toll-from-brazilian-dam-burst-climbs-up-bhp/

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