ENQUANTO UNS CHORAM, OUTROS RIEM, JÁ DIZIA O GRANDE TIM MAIA.

Por Cimberley Cáspio

Rodando de taxi pela cidade, a gente observa que o povo de uma forma panorâmica, se comporta como tudo estivesse normal. As lojas estão cheias, vendedores comemorando metas parciais de vendas, shoppings com bom movimento, filas nos caixas para pagar mercadorias, praças de alimentação lotadas, filas no McDonald’s…Enfim, uma grande parte já viajando, outra parte já se preparando para se juntar aos 2 milhões esperados nas areias da praia de Copacabana,para a virada do ano,os hotéis já estão cheios, enquanto outra parte, vai lotando hospitais e pronto-socorros, que estão funcionando de forma mais do que precária.

O dinheiro está circulando, essa é a verdade, e na base do olhômetro, não há um sinal sequer de crise. E indiferente a muitos que estão desempregados, outros seriamente afetados pelo desastre da lama da Vale&Samarco, e os desabrigados das enchentes no sul, a parte sortuda do povo, vai curtir e curtir muito.

O país está desabando, as pragas e epidemias estão ativas, como dengue,zika, câncer, aids…Centenas de famílias estão sendo atingidas. Mas a parte sortuda do povo vai curtir e curtir muito.

As quadras da escolas de samba também estão lotadas, os ensaios para o carnaval estão fazendo à alegria de qualquer presidente das agremiações que farão o desfile em 2016, seja grupo especial, a,b, ou c. Caminhões da AMBEV, são vistos descarregando caixas e mais caixas de cervejas nas quadras das escolas de samba. E claro,seus membros só tem uma prioridade, que é o título de campeã em 2016. Sem esquecer que cada escola do grupo especial, já recebeu da prefeitura do Rio de Janeiro, uma verba de 2 milhões de reais em patrocínio. Notícia oficial.

Por outro lado, diretores de hospitais carioca e da Baixada Fluminense, segundo a rádio CBN, foram à delegacias, registrar boletins de ocorrências, devido a falta de tudo,ou quase tudo, nas instituições de saúde do Estado do Rio. Uma forma de se protegerem para qualquer eventualidade de morte que porventura venha acontecer nos hospitais durante os eventos da festa de final de ano. Os profissionais de saúde, não querem ser acusados de omissos.

2016 será um ano pior que 2015, não precisa ser vidente para saber disso, mas a parte sortuda do povo tá nem aí, a prioridade é curtir e curtir muito.

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