INDÚSTRIA DA SECA REVELADA AGORA OFICIALMENTE PELA POLÍCIA FEDERAL.

Por Cimberley Cáspio

Imagem: df.divirtasemais.com.br –

Indústria da Seca- “termo designado para se referir à prática antiga e ainda atuante, adotada pelo poder político do nordeste, a fim de explorar à pobreza e a falta d’água da população nordestina,principalmente no agreste sertanejo, oferecendo caminhões pipas, cisternas, caixas d’água, ou obras do faz de conta,como açudes, em troca de votos.” O Estado de São Paulo.

Agora oficialmente revelada pela delegada da Polícia Federal,Mariana Cavalcante, na investigação dos desvios milionários da obra da transposição do rio São Francisco, a indústria da seca, merece uma devassa sem trégua do Ministério Público, para vingar o povo sofrido do nordeste por décadas de humilhação, abandono, prejuízo material e familiar, pois muitos familiares de sertanejos, inclusive filhos, abandonaram suas terras e foram pra cidade grande, principalmente o sul do Brasil.

Vidas Secas, que é o nome de batismo da operação deflagrada pelo Ministério Público, e também o título da obra magistral escrita e publicada por Graciliano Ramos em 1938, já revela por quanto tempo a indústria da seca flagela o nordestino e beneficia o poder político da região.

Nem mesmo durante o governo militar, nada foi feito para libertar o sertanejo desse flagelo monstruoso, e até hoje, nem mesmo à Organização de Direitos Humanos, fez algo de forma efetiva para acabar com essa instituição malígna que se alimenta por décadas do sofrimento da seca, que hoje, finalmente, é revelada oficialmente pela Polícia Federal.

Quem tentasse interferir e liberar à água em definitivo para à população sofrida do nordeste, era forçado a parar à ação, ou intenção, e se continuasse à ação, independente dos “avisos” dos poderosos da região, o pior poderia acontecer, como já aconteceu com poucos, como sempre resultando num acidente, ou fato isolado, e nunca como uma conspiração por parte do coronelismo.

A delegada da Polícia Federal, Mariana Cavalcante, declarou ao Estadão, “que está revoltada, devido à indústria da seca, ainda estar ativa, saqueando não só os parcos recursos públicos de uma população que de uma forma brava, heroica e sobre-humana, resiste e ainda sobrevive por décadas, a tão grande opressão, quanto é capaz também de saquear o mínimo do mínimo de uma família da zona rural, como o bolsa família, por exemplo.”

Quem sabe agora, à Operação Vidas Secas, seja o tão esperado início do começo de um fim tão desejado, não só para os nordestinos, como para todos os irmãos brasileiros que se compadecem e sofrem muitas vezes, por ver o sofrimento da ação da seca sobre o sertanejo e suas famílias, e nada poder fazer. O mínimo que se tem feito, como doações de alimentos e vasilhames d’água, não tem alcançado um resultado satisfatório, pois até parte das muitas doações e vasilhames d’água,enviados pelos brasileiros em todo esse tempo, não chegaram a quem necessitava, e  também foram roubados.

A indústria da seca não conhece escrúpulo, mas também não deseja à morte do tão sofrido eleitor, mas se tiver que deixar sem água para castigá-lo,ou para que morra lentamente, assim como também os seus animais, fará isso sem dúvida. Sem esquecer, que o “bolsa família” a ela também já está atrelado. De toda população pobre do nordeste,ninguém quer fazer parte dos não contemplados do “bolsa família.” Quer dizer, se dançar fora do compasso, o povo perde, e perde muito.

Fonte: O Estadão

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