MÁFIA DO TAXI: OU PAGA O QUE SE COBRA, OU FICA A PÉ.

Por Cimberley Cáspio

máfia do taxiFoto:brasil247.com

O serviço de taxi no Brasil tem regras claras, mas funciona sem elas. Com apoio das prefeituras, cooperativas, associações e taxistas independentes, fazem o que querem. Claro que existe exceções,porém as exceções são raríssimas, e a maioria é que determina como a “coisa” tem que funcionar.

A origem do problema já começa na prefeitura, a qual, permite à ilegalidade da venda das autonomias e as vagas, por preços absurdos. E também permite várias autonomias para uma só pessoa, a qual, providencia uma empresa e escraviza motoristas auxiliares que pagam diárias totalmente fora do contexto nacional em relação à atual crise econômica que vive o país, que em outras palavras, houve uma queda acentuada nas corridas, e como os donos das autonomias não abaixam à diária, os motoristas auxiliares se veem obrigados a ter que recusar corridas curtas para cumprir o compromisso de pagamento no final do dia. Uma loucura extremamente perigosa, e o governo sabedor, se torna conivente e nada faz. E o governo para não dizer que é parte do problema, faz uma fiscalização de faz de conta, mas depois, tudo continua como está.

Na prefeitura de São Gonçalo,RJ,por exemplo, termina no próximo dia 6, o prazo para dar entrada nos documentos necessários para se candidatar a uma possível autonomia. Segundo o edital, serão distribuídas 180 autonomias. O problema é que já estão inscritos mais de 300 motoristas auxiliares, e também pessoas que não tem nenhum vínculo com o serviço de taxi, e aí fica a pergunta: quem ficará com as 180 autonomias? É possível que tais autonomias já tenham donos antes mesmo do prazo legal? Tudo é possível. O país está ingovernável, uma verdadeira casa da “mãe Joana.” Os escândalos de corrupção atingem desde às Câmaras de Vereadores e prefeituras, Congresso Nacional e o Palácio do Planalto. Quem garante o quê?

Com tantas “autoridades” envolvidas em acusações e processos de corrupção, a moral, há muito tempo deixou de existir, o qual, inviabiliza e torna sem efeito qualquer ação de fiscalização aos serviços públicos. E que imposição pode haver se o gestor está desmoralizado? No máximo, como já dito, fiscalização do faz de conta.

Mesmo sendo a categoria dos taxistas, uma classe extremamente desunida, o consenso para a prática do mau serviço é quase que unânime. Sendo assim, por um bom tempo, a população continuará refém, que nesse caso específico, refém da máfia do taxi, que, claro, com exceções à parte, ou paga o que se cobra, ou fica a pé.

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