CORÉIA DO NORTE NÃO QUER CAIR NO GOLPE DO CAVALO DE TROIA.

Por Cimberley Cáspio

cavalo de TroiaImagem: iStock – iStock PT_BR

Depois do desfecho do acordo nuclear com o Irã, agora as potências internacionais querem levar a Coréia do Norte para à mesa de negociação.O problema é que a cúpula norte-coreana lembra que foi Muammar Kaddafi entregar às armas nucleares, decretou sua sentença de morte. Por isso Kim Jong-Un, está relutante em aceitar o convite.

No momento os norte-coreanos preferem acompanhar a sequência do acordo nuclear com o Irã para se pensar na situação,onde na verdade, nada é confortável quando se trata de fazer acordo quando os E.U.A participam diretamente.

Para os norte-coreanos,participar de uma mesa de negociação a fim de deixar para trás às armas nucleares, não só é possível,como também necessário, pois o país está sob sanções, e precisa urgentemente receber provisões básicas, como alimentos e remédios. Sendo assim, vão empurrar com a barriga, para ver o que a China,seu principal protetor, vai reagir referente a isso.

Talvez se a China também participar, e for o interlocutor principal, a conversa pode até acontecer e desenvolver,mas sendo o interlocutor principal os E.U.A , não há confiança. Para a Coréia do Norte, o governo americano não é confiável. Vão jogar de forma unilateral. E um jogo onde só tem um jogador,não é um jogo, é imposição.E com as armas nucleares que Pyongyang possui, a persuasão, se não puder render vida,pode render sobrevida, e sem persuadir com armas nucleares, pode ter o mesmo fim líbio.

As armas nucleares norte-coreanas, funcionam como uma espécie de escudo protetor, e quando Muammar Kaddafi retirou esse escudo, teve a sua cabeça cabeça separada do corpo e o país esfacelado,como se encontra hoje. Com tantos exemplos negativos, o processo de uma negociação como essa, é complexo e perigoso.

Com a disputa de um arquipélago no mar do Sul da China, entre Tókio e Pequim, é muito provável que os E.U.A insistam na abertura norte-coreana, para implantar, quem sabe, uma futura base no país, a fim de aumentar o jogo de persuasão contra o governo chinês, na questão das ilhas no mar do Sul da China, afinal, o Japão é o seu principal aliado no Extremo Oriente, e o Pentágono precisa dessa rota de navegação livre de qualquer obstáculo, para à marinha americana. E perder a proteção chinesa, é o que Kim Jong-Un não quer.

Enquanto Pyongyang está relutante, a base americana em Okinawa, se expande, independente à oposição dos ilhéus, que querem o fim das operações americanas na ilha, desde o fim da segunda guerra.

Em resumo, se Kim Jong-Un jogar mal e permitir a entrada do cavalo de Troia em Pyongyang, jamais será perdoado pela China.

Fonte: Business Insider

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