“EM ÁGUAS INTERNACIONAIS É COMO NO VELHO OESTE, LEIS FRACAS, POUCO XERIFE, E MUITOS BANDIDOS.”

Por Cimberley Cáspio

imigrantesImagem:noticias.r7.com

Segundo comandantes de navios,” águas internacionais é como o velho oeste, as leis pouco funcionam,pouco xerife,e muitos bandidos.” Somente a marinha e a polícia de mesma bandeira do navio,é que pode interceptar à embarcação. E para escapar da maior parte das fiscalizações, há navios que navegam sob bandeiras de Repúblicas que não tem nenhuma estrutura de fiscalização marítima, o que lhes permitem total liberdade para infringir todas às regras. A maioria dessas Repúblicas são ilhas localizadas no Caribe e no meio do Pacífico-Sul.

Por causa do terrorismo, muitos países não aceitam que navios desembarquem clandestinos em seus portos, o que pode acarretar multas, detenção do navio e sua tripulação até que tudo seja esclarecido, além de provocar atraso no compromisso de entrega da carga, e claro, isso acontecendo, a companhia,dona do navio, não vai perdoar o comandante e a demissão é certa, sorte também terá o comandante se depois de demitido receber o pagamento.

Por tudo isso, se um clandestino é encontrado em um desses navios, tudo de ruim pode lhe acontecer, no extremo, pode ser assassinado pela própria tripulação,ou ser jogado ao mar. Terá muita sorte se o comandante for compassivo.

Os traficantes de seres humanos que atravessam os mares com embarcações lotadas de imigrantes, tem noção de quase toda essa facilidade de ação sob águas internacionais,porém diferentes de navios,entram em águas territoriais, onde ficam expostos a fiscalização da marinha nativa. Sendo assim, diante dos riscos,podem abandonar os “passageiros” a própria sorte, e dificilmente serem pegos, e se forem pegos, é difícil reunir qualquer prova. Qualquer crime que cometam no interior de suas embarcações, fica muito difícil para a autoridade de país diferente prendê-los e processá-los. E nesse caso, também a má vontade é quase que geral em todas às nações costeiras do mundo, para se fazer tal investigação. Se a má vontade já é grande em investigar crimes praticados aos nativos,que dirá aos de fora.

Todavia, para melhorar essa fiscalização, a Comunidade Internacional está utilizando satélites, que no máximo, constatando vazamento de óleo de uma embarcação,pode numa coalizão internacional , a marinha mais próxima interceptar o navio e agir segundo as leis do mar aberto. O combate à pirataria na costa da África Oriental,por exemplo, vem sendo praticado de forma atuante com marinhas de várias países, porém para que o bote aconteça, tem que ter no mínimo 60% de provas de que vai encontrar ilícito dentro da embarcação,porque se interceptar e não encontrar nada, o país de origem da embarcação abordada vai reclamar e entrar com processo internacional, o que pode resultar numa bela e gorda indenização.

Esse é o grande problema dos imigrantes,os mesmos,não tem conhecimento dos riscos extremos que passarão ao se aventurarem atravessar o mar como clandestinos escondidos no interior de qualquer navio,ou atravessar com traficantes de seres humanos. No meio do mar, nenhuma lei poderá protegê-los. Por mais que centenas e centenas morram afogados nas águas do Mediterrâneo, ou nas águas internacionais do Mar de Andaman, ninguém será responsabilizado. Terão sorte os que sobreviverem se escaparem da fome,sede, fúria da natureza, ou das mãos dos traficantes. Por isso que o comércio de escravos foi,e continua sendo um dos mais lucrativos negócios ilícitos do mundo.

Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2015/07/1659471-trajetoria-de-navio-exemplifica-impunidade-reinante-nos-mares.shtml

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