GRÉCIA: DÍVIDA QUE NÃO EXISTE. PURA TRAMOIA BANCÁRIA INTERNACIONAL.

“Através dos mecanismos inseridos nos acordos com a EFSF, o dinheiro efetivo nunca chegou a Grécia, mas apenas os ativos tóxicos desmaterializados que lotam a seção “fora de balanço” do Banco da Grécia. Por outro lado, o país tem sido forçado a cortar despesas sociais essenciais para pagar, em dinheiro, as altas taxas de juros e todos os custos abusivos, e também terá que reembolsar o capital que nunca recebeu. O contrato prevê que tal “pagamento” pode ser feito também por meio de entrega de patrimônio estatal privatizado.” (Diário da Liberdade)

Por Cimberley Cáspio

gregosFoto: http://www.clarin.com

Se o povo grego soubesse na verdade que a Grécia não deve nada ao FMI,e nem ao Banco Central Europeu,com certeza, se levantaria uma revolução que iria abalar o berço da democracia mundial.

Através dos bancos privados, os bancos públicos da Grécia,absorveram um grande valor de “empréstimo”,em forma de títulos podres,que não são comercializáveis, e pra nada prestam. Receberam dívidas de um sistema de ativos tóxicos, que estavam divididas entre bancos de 16 países, que jogaram todo o lixo na terra de Platão. Os países são: Reino da Bélgica, República Federal da Alemanha, Irlanda, Reino da Espanha, República da França, República da Itália, República de Chipre, República de Luxemburgo, República de Malta, Reino da Holanda, República da Áustria, República de Portugal, República da Eslovênia, República da Eslováquia, República da Finlândia e República Helênica.

Essa prática vem sendo feita desde que estourou a crise nos E.U.A em 2008, onde o FMI de comum acordo com o Banco Central Europeu, transferiu os ativos tóxicos do sistema financeiro ianque para à população europeia através de bancos públicos, resgatando assim,os bancos privados americanos. É um ordenamento do sistema “sionista” financeiro internacional, o qual, todos os Estados-Membros devem obedecer. Caso contrário, poderá haver uma série de punições à nação infringente, como embargos nas exportações e importações, conspiração internacional na política doméstica do país infrator-,e outras séries de sanções aplicadas,até que o país quebre de verdade, ou se realinhe novamente ao poderoso grupo financeiro mundial.

“A operação relativa a títulos públicos é ilegal, pois fere frontalmente o Artigo 123 do Tratado da União Europeia. Tal programa constitui apenas uma entre várias outras “medidas não-padronizadas” adotadas na época.” (Diário da Liberdade)

Mesmo sendo uma operação ilegal,os títulos podres, ou ativos tóxicos bancários, rodam o mundo, onde as nações através do bancos públicos, compram o lixo, quer dizer, as nações que compram essa joça, remetem o dinheiro nacional limpo, para o sistema financeiro internacional, o qual, distribui o dinheiro através do bancos, que anteriormente detinham tais títulos nas contas “fora de balanço” em suas escriturações contábeis,revitalizando assim, a saúde financeira das instituições públicas e privadas das nações vendedoras. Já quem comprou e ficou com os títulos podres,só resta fazer à cartilha padrão,que é privatizar empresas estatais, e aumentar o jugo da população,através de aumentos de tributos e taxas, retirando ou modificando pra pior os direitos trabalhistas,com consequências na queda de salários, aposentadorias e pensões, isso tudo para compensar o prejuízo, pelo tempo que tais títulos podres, ficarão em poder dos bancos e instituições públicas das nações compradoras. Vemos então que na verdade, as nações não recebem empréstimo, pelo contrário, ficam como tutoras de imundices bancárias, em troca de proteção, abertura política e comercial global.

Temos aqui como exemplo,o caso do Fundo de Pensão dos Correios(Postalis), que comprou títulos podres da Venezuela e Argentina. Por que fizeram isso? Claro,receberam ordens para comprar, e comprando,oxigenou às contas dos bancos públicos venezuelanos e argentinos, assim como também de bancos privados. Para compensar o prejuízo,o Postalis aumentou a contribuição previdenciária dos funcionários,e criou taxas de pagamento para o Fundo, nas pensões e aposentadorias dos Correios.Sempre assim,quem sempre bancou,e quem sempre bancará o prejuízo dos ativos tóxicos domésticos e internacionais,será sempre à população da nação que hospedar títulos podres, com exceção do Executivo,Legislativo e Judiciário,que são intocáveis, onde de maneira generosa, são sempre premiados com aumentos de proventos e salários, para nunca se meterem na questão.

“Desde o início de 2009 os bancos privados internacionais, vinham demandando por mais suporte público para descarregar a excessiva quantidade de ativos tóxicos que abarrotava suas contas “fora de balanço”. O atendimento a essa demanda poderia se dar tanto mediante compras diretas governamentais, como por meio de transferências para companhias independentes de gerenciamento de ativos. Essas duas soluções foram atendidas, e as perdas relacionadas aos ativos tóxicos estão sendo repartidas entre os cidadãos europeus e da América do Sul.” (Diário da Liberdade)

E voltando ao caso grego, claro que os bancos europeus,não iriam querer ficar muito tempo com a batata assando em seus colos, e enquanto isso, a comunidade econômica europeia,procurava um país pra se livrar do problema,e quem foi o premiado? A Grécia, o berço da democracia mundial, existiria melhor opção?Claro que não.

Sem poder confessar a prática de forma pública, o governo grego não teve outra alternativa que fosse obedecer e cumprir à cartilha padrão,privatizar estatais, aumentar tributos e taxas, e retirar direitos trabalhistas com consequência na diminuição de salários, pensões e aposentadorias, assim como aconteceu no Brasil, a mesma coisa.

Com o lixo tóxico no colo grego,e os bancos privados resgatados, o perverso sistema de dívidas europeu, quer que o governo grego dê ainda mais dinheiro para o sistema financeiro internacional, a fim de custear às caríssimas operações da OTAN, e de alguns grupos “terroristas” aliados, mas o governo grego, não tem mais de onde tirar, e a população grega não vai aguentar um jugo ainda maior do que o que já carrega, desde 2010, com à chibata grega comendo solta nos lombos dos filhos de Zeus.

Fonte: http://www.diarioliberdade.org/mundo/batalha-de-ideias/56619-trag%C3%A9dia-grega-esconde-segredo-de-bancos-privados.html

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