ESTATAL PERNAMBUCANA IMPLANTA ETs HÍDRICOS NAS REGIÕES DE SECA.

Por Cimberley Cáspio

orelhão de água 01Foto:www1.folha.uol.com.br

É muito difícil entrar na cabeça humana, quando a cabeça estatal acha que um orelhão de água,com 2 fichas para cada família,correspondendo a 20 litros d’água cada uma, saindo cada orelhão por 60 mil reais,num gasto total de mais de 1 milhão de reais na implantação de 60 unidades desses orelhões de água nas regiões pernambucanas afetadas pela seca,quando o custo de um poço artesiano não sai mais que 5 mil reais,até a profundidade de 50 metros,seja solução prática contra a seca.Com certeza, uma conta totalmente irracional e alienígena.

Esses aparelhos caríssimos,completamente fora da lógica humana,e que mais parecem ETs, é só mais um paliativo para enganar de novo, o povo nordestino,e insuficiente para satisfazer a necessidade hídrica da família sertaneja,principalmente na região de Caruaru,Riacho das Almas,Santa Cruz do Capibaribe e adjacências. 44 cidades sem água,e 26 cidades com água dando adeus. E aí,a inteligência estatal,implantou os orelhões d’água,como resposta à crise,no valor de 60 mil reais a unidade, ao invés de cavar poços artesianos eficientes custando 5 mil reais cada um.

Historicamente, um rio de verbas federais corre sempre na direção do nordeste para que os governos locais,estanquem à crise da seca para o povo sertanejo, sempre que acontece o fenômeno,mas infelizmente,a cabeça estatal não funciona a contento,sempre foi,e continua indo na contramão do bom senso,e da razão.

Povo e governo,duas coisas distintas,com objetivos distintos,dois rios paralelos,que nunca se juntam,e nunca se juntarão. Enquanto um rio se encontra com o mar em sua foz, o outro,desaparece nas areias do deserto,e ao desaparecer,leva os recursos mais importantes da vida para aqueles que tanto precisam.E quanto volta a se manifestar por algum evento de tempestade nas montanhas,desliza pelo agreste como a solução para a sede,comida e banho da família sertaneja, mas como no deserto,infelizmente, tudo não passa de miragem,só miragem.

Sendo assim,a cabeça estatal,tem recursos suficientes para implantar quantidades de poços artesianos nas áreas afligidas pela seca,e resgatar do passado,um agreste com histórico de lágrimas,prejuízos, migrações, e trazê-lo para o século XXI, mas ao implantar os ETs,quer dizer,os orelhões d’água,como solução popular contra a falta do precioso líquido,ficou claro que viver no passado é crucial para à manutenção da vida dos que se locupletam com à desgraça humana.

Alguns aspones aplaudem de pé, tal medida de solução por parte da cabeça estatal, mas o povo que sofre já se retirou dessa peça sem graça e perversa.

Fonte: Folha de São Paulo

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