DELEGACIAS E BATALHÕES DA PM CAPIXABA,SÃO ASSALTADOS E PEDEM SEGURANÇA.

Por Gustavo Gouvêa – reproduzido e editado p/ Cimberley Cáspio

policia capixaba
Imagem:variedadeslaranjeiras.blogspot.com

Não é só na Grande Vitória que delegacias e batalhões encontram-se sucateados e entregues às ações dos bandidos. No interior,em onze dias foram quatro delegacias e dois batalhões invadidos, mais de 20 armas roubadas e dezenas de equipamentos de uso exclusivo da Polícia Civil furtados.

No interior do Estado a situação realmente é pior. E o problema não é só com questão à estrutura e falta de vigilância do patrimônio da Segurança Pública. O que mais dá a sensação de insegurança à população interiorana é a falta de efetivo policial e de condições de trabalho para os mesmos.

No município de Santa Maria de Jetibá, na Região Serrana do Espírito Santo, a reclamação de moradores é que, nos fins de semana e feriados são apenas dois policiais para atenderem não só a cidade, mas também Santa Tereza, Santa Leopoldina, São Roque do Canaã, Itaguaçu e Itarana.

Uma situação que gerou indignação foi quanto à morte de uma jovem de 23 anos, após o carro dela cair no Rio Posmoso. Após tentarem incessantemente ligar para o 190, sem sucesso, para que oficiais fossem deslocados ao local, os moradores entraram em contato com os Bombeiros Voluntários para tomarem as providências.

“O pessoal ligou para informar ao 190, mas ninguém atendia. Aí ligaram para os bombeiros voluntários para averiguarem o acidente. Sabemos que o bombeiro voluntário não é militar, mas foi a solução que encontramos. Estamos sem polícia para atender o 190. No fim de semana, isso está acontecendo há tempos. Fica uma viatura com dois policiais. Eles saem para atender a ocorrência e não fica ninguém para atender o 190″, disse uma fonte que preferiu não se identificar.

O radialista Elton Luis confirmou a situação. Ele disse que procurou a Polícia Militar no último feriado, mas não havia efetivo. ” Teve acidentes que a polícia não atendia os chamados, nem o telefone e nem a ocorrência. Veio, muito tempo depois, de Santa Tereza, e na emissora recebemos reclamações de ouvintes que estavam tentando falar. Diziam que não havia ninguém para atender o telefone e nem as ocorrências”, relatou.

Ele disse que, em virtude dos cortes em Segurança Pública promovidos pelo Governo, a atuação da polícia tem sido mais branda. “Isso vem acontecendo há pelo menos dois ou três meses. Quando o governador anunciou os cortes, a cidade foi atingida. A PM estava atendendo ocorrências, mas não estava fazendo ronda de policiamento ostensivo. Eles têm uma cota por mês de combustível. O policiamento à pé fica na paradinha em locais estratégicos”, contou.

Até mesmo a imprensa da capital teve dificuldades na apuração da morte da jovem, por não estarem conseguindo se comunicar com o 190.

Fonte: jornal ESHoje

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