DOAÇÕES E INDENIZAÇÕES QUE NUNCA CHEGAM A QUEM DE DIREITO.

Por Cimberley Cáspio

Fome no Brasil
Lalo de Almeida/Folhapress – Foto de neta de agricultora na cozinha em Mateiro/TO, enquanto sua avó e família passam fome,numa propriedade cercada por fazendas milionárias do agronegócio.

A ONU está pedindo 115 milhões de dólares para ajudar a matar à fome dos cidadãos norte-coreanos,onde 80% da população do país vem sofrendo pela falta de água e alimento.

É claro que o mundo não fecha à mão quando é pra ajudar,mas infelizmente há fortes bloqueios entre os que ajudam,e os que precisam da ajuda,e esse bloqueio,são gestores regionais, ou governos do país que precisa da ajuda.

O mundo já sabe que as doações são saqueadas e não chegam a quem precisa delas.No caso da Coreia do Norte,grande parte irá para o castelo de Kim Jong-Un e depois para as forças armadas.Não chegará ao povo flagelado. E se for dinheiro,irá engordar as contas do ditador norte-coreano em paraísos fiscais,hoje,por volta de mais de 5 milhões de dólares fragmentados em diferentes contas em vários países.

Na África,nem os profissionais de saúde que morreram combatendo o ebola,receberam em vida sequer qualquer pagamento devido. As doações enviadas aos países africanos atingidos pela epidemia,foram desviadas e saqueadas.

Até aqui no Brasil,a coisa também é complicada. Lembram do desastre natural na serra fluminense em 2010? Pois bem, 90% das doações enviadas às vítimas,foram desviadas,sem falar no dinheiro,onde deu até polícia federal na prefeitura de Nova Friburgo à época,

É preciso haver uma mudança emergencial no processo de doações,recebimento e distribuição. Início,meio e fim,precisam estar harmonicamente perfeitos,para que as vítimas possam realmente receber às doações,e não venham ser vítimas duas vezes,uma pelo desastre,e outra pelo roubo local das provisões a que tem direito.

E antes de pensar na Coreia do Norte,aqui no Brasil,temos inúmeras famílias passando fome, como exemplo,172 famílias que passam fome no município de Mateiros,em Tocantins,famílias essas,cercadas por fazendas milionárias do agronegócio,famílias essas que antes eram proprietárias de um quinhão maior de hectare de terra,a qual,plantavam e comercializavam o excedente da produção,e não passavam dificuldades,sofreram à invasão do capital do agronegócio,ajudado pela política e o judiciário,os quais,saquearam parte importante das terras desses pequenos agricultores,cercando-os numa pequena área que mal dá para o sustento da prole,onde então vieram a conhecer à fome. Claro que o objetivo é pressioná-los a venderem o que já não tem,em troca de uma indenização irrisória que pode chegar à 12 mil reais. Talvez se receberem provisões,não vão querer sair,e por que não pressioná-los com à fome? Deve ser esse o pensamento dos “vizinhos milionários.”

Outros pequenos agricultores também na mesma região do Tocantins, tiveram suas terras tomadas violentamente pelo poder “legal”,com direito a derrubada do imóvel principal e estão até hoje sem receber qualquer indenização e habitando Deus sabe onde. O governo do Tocantins,e o judiciário,muito ajudaram nessa ação em favor do agronegócio,e agora essas famílias sem terras para produzir o seu próprio sustento,clamam à justiça de Deus.

Quer dizer,brasileiros contra brasileiros. Precisamos de inimigos externos?

Fonte:Folha de São Paulo
O Estadão
Fórum Anti Nova Ordem Mundial

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