MSF : EBOLA SE INTENSIFICA NA GUINÉ E SERRA LEOA. OFICIALMENTE 500 PROFISSIONAIS DE SAÚDE MORTOS ATÉ AGORA.

Por Médicos Sem Fronteira – reproduzido e editado p/ Cimberley Cáspio

ebola 1Foto : Pete Muller, para National Geographic

A Organização Médicos Sem Fronteiras, que gloriosamente mantém o combate ao ebola na África,"alerta que a epidemia ainda está ativa,porém o número de mortes,poderia ser reduzido se a resposta internacional fosse mais rápida, eficiente,e a informação chegasse no momento em que o problema se manifestou. Mas devido o medo de perdas de receitas e investimentos,governos locais mentiram e omitiram da imprensa e do conhecimento público,a real situação que já estava sobre a região. E a demora na resposta e informação à população,colaborou na demasia das mortes,ceifando também a vida de 500 profissionais de saúde.

O surto de Ebola foi muitas vezes descrito como uma tempestade perfeita: uma epidemia que atravessou fronteiras entre países com sistemas públicos de saúde fracos, que nunca tinham visto a doença”, diz Christopher Stokes, diretor-geral de MSF. “No entanto, essa á uma explicação muito conveniente para o surto de Ebola ter chegado a tal nível de descontrole, onde se revelou que muitas instituições falharam. E essas falhas resultaram em consequências trágicas que poderiam ser evitadas.

Enfrentando uma epidemia excepcionalmente agressiva e uma resposta internacional fraca, equipes de MSF concentraram esforços no controle dos danos. Sem poder fazer tudo, compromissos tiveram de ser feitos entre as prioridades concorrentes de atendimento ao paciente, vigilância, enterros seguros e atividades de sensibilização, entre outros.

Diante disso, o perigo ainda é grande na região,porém agora com respostas adequadas e a população informada,o combate da pequena equipe de saúde ganha força e se intensifica,no objetivo de diminuir, isolar,ou destruir o centro da problema,seja ele qual for. Mas o estrago já foi feito. Muitos profissionais de saúde foram mortos, desmoralizados e agora tem medo de retomarem às atividades, e levando-se em consideração que a escassez de profissionais já era grave antes da crise do Ebola, é urgente que o acesso a serviços de saúde seja restaurado como primeiro passo rumo à reconstrução de sistemas de saúde funcionais na região, ainda mais agora que a doença ganhou força na Guiné e Serra Leoa. E como falhas globais foram brutalmente expostas nessa epidemia em que milhares de pessoas pagaram por isso com suas vidas, chegamos no ponto que aprendemos de forma fatídica o que tínhamos que aprender,e a partir de agora não há mais espaço para erros e complacência."

Na Guiné, o número de pacientes está crescendo novamente. Em Serra Leoa, muitas pessoas que não constavam na lista de contatos com Ebola, agora estão apresentando o vírus.

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