NAS PROFUNDEZAS DO BANCO

Por Cimberley Cáspio

o banqueiroimagem:oseias46a.blogspot.com

Denúncia divulgada ao mundo,pelo filme TRAMA INTERNACIONAL,direção de Tom Tykwer,estrelado por Urich Thomsen,Brian F.Obyrne,Clive Owen,Naomi Watts e Armim Mueller,mostra as profundezas do banco,onde o olho leigo não consegue enxergar.

A muitos metros de profundidade,onde os “raios de sol não conseguem chegar”,quer dizer,onde nenhum correntista imagina,criaturas sinistras,se movimentam utilizando poder e influência para a prática de “atividades” que nem passam pela cabeça dos correntistas, e que jamais ficarão sabendo.

Quando essas “atividades” dão certo…tudo bem;mas quando essas “atividades” dão errado,o banco quebra e leva todos os correntistas em sua queda.

Como exemplo,algumas instituições bancárias dentro do Brasil, que quebraram,começando pelo banco nacional ; “…num universo com 265 bancos, com mais de 16 mil agências, 11 mil postos de atendimento adicionais (sem contar as caixas econômicas, com 1.800 agências -, dezenas de bancos quebraram, gerando enormes custos financeiros e sociais.No total,3.389 sedes e 23.497 agências.

O que é um banco? É o verdadeiro centro do poder.É algo parecido como um polvo e em cada tentáculo,autoridades de diversos níveis estão envolvidas e relacionadas, segundo o roteiro do filme.

O banco não se preocupa mais com o lucro,porque o lucro há muito tempo ele já o tem.Segundo o filme,”o banco alvo da investigação”,o IBBC,tem como objetivo o controle de indivíduos e nações pobres e emergentes,através da dívida,isto é,tornando-os “escravos da dívida”,financiando desde golpe de estado,até armas pequenas e complexas.

O problema é que esses financiamentos não são novidades,é coisa antiga.Fizeram isso com o Brasil desde a independência,mantendo-o como escravo da dívida até os dias de hoje.

As “atividades bancárias” divergem muito.A quebradeira varia de acordo com o que se fez e deu errado.E o que se fez,varia muito também.Porém quando quebra,é porque houve “atividade ilegal em grande escala”,em que não deu certo e a “casa caiu”.

E o filme também relata que nenhuma prova contra o banco é capaz de levá-lo à justiça,devido ele,o banco,ser o centro do sistema e diversas autoridades dos mais diversos escalões,estarem envolvidas “nesse sistema”.E quando se leva o banco à justiça,dificilmente o banco será condenado,ou,se for condenado,a pena será quase que simbólica,em nada representando algo de punição,pelo contrário,é mais do que simplesmente “um acordo entre amigos,o sistema financeiro e a justiça.Afinal de contas,a “justiça” trabalha a favor do poder e do capital,jamais fará justiça,essa não é a regra,segundo o roteiro do filme.

14 bancos americanos,quebraram nessa última crise.Alguém foi punido?Pelo contrário,houve socorro financeiro do governo central e alguns executivos tiveram apenas seus salários reduzidos…Só isso.

Ainda segundo o filme,um personagem declara para o policial da Interpol, que só existe uma maneira de agir contra o banco,o banco vilão do filme,o IBBC,que é :”_agir fora do sistema,porque dentro do sistema,o policial investigador jamais levará o banco à justiça, e ainda correrá o risco de sofrer um “acidente”.E o personagem que interpreta o presidente do banco vilão,diz para o policial investigador:” _ mesmo que o policial o mate,muitos banqueiros,assumiriam o lugar dele;e as “atividades” continuarão.” Diante da triste verdade,a promotora do caso “joga a toalha” ;e o policial investigador tenta então agir fora do sistema,que pra sua surpresa,um assassino profissional chega antes dele e executa o presidente do banco vilão,apagando para sempre,todas as chances da opinião pública ficar sabendo da “verdade abissal bancária”.O policial então simplesmente olha o assassino se afastar,sem nada poder fazer;pois foi o próprio sistema quem decidiu executar um de seus membros que falhou deixando passar indiscrição.

Quantos no Brasil hoje são “escravos da dívida”?Quantas empresas e empresários estão sob o controle do banco,com dívidas que jamais serão pagas?Quantos trabalhadores,aposentados e pensionistas,também já se encontram como “escravos da dívida”?Que o diga o SPC e SERASA.

O governo e a justiça são capazes de socorrer bancos,como já foi provado.Será que socorreriam também o povo brasileiro afundado em dívidas?Perdoariam o povo zerando-o do SPC e SERASA,como tem perdoado dívidas de países africanos no valor 1 bilhão de dólares?

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