ACRE – DE BRASILÉIA PARA ASSIS BRASIL .

Por Cimberley Cáspio

chegando na fronteiraimagem : almanaqueurupes.com.br

_As autoridades do Brasil e do Haiti precisam entrar em acordo. Infelizmente, ao contrário do que a gente imagina lá no Haiti, o Brasil não está pronto para receber os haitianos. Se soubesse que ia ser assim, teria ficado em casa. A pobreza é muito grande, mas lá, ao menos, tenho minha casa e minha família —afirmou o pedreiro Romain Ulfreme, de 42 anos.

— Estamos passando por uma humilhação muito grande. Viemos para o Brasil em busca de uma vida melhor, mas isso não me parece ser muito melhor do que eu tinha no Haiti. Na última noite, dormi na chuva. Estou sem tomar banho e sem comer desde que cheguei, há três dias. E não sei quando vou conseguir arrumar emprego — afirmou o fotógrafo Demet Debuier, de 28 anos, na terça-feira.

Essas são duas da inúmeras reclamações de imigrantes já instalados em São Paulo,que estão arrependidos e desejam voltar para suas famílias,no Haiti.

O dinheiro público gasto com políticas humanitárias de imigração,na verdade,além de ir pelo ralo,está amontoando nas cidades,principalmente em São Paulo,uma multidão de estrangeiros sem ocupação, além dos brasileiros desempregados;todos sem nenhuma esperança concreta de colocação no mercado de trabalho formal. Permitindo assim,o inchaço de uma bolha perigosa,que de repente,já até começou a vazar,antes mesmo de estourar.

O eldorado que muitos dos imigrantes imaginam,hoje, que seja o Brasil,na verdade,não é bem assim,principalmente para imigrante pobre,e sem um forte contato de apoio por aqui. E como a maioria dos que entram no país,através da fronteira com o Acre, são oriundos de classes predominantemente pobres em seus países,não tem um acesso de informação real e atualizada,relativa ao Brasil em seu lugar de origem,que acreditando nas publicidades do mercado de atravessadores,se tornam presas fáceis dos coiotes.Quer dizer,quem tem mais dinheiro,vai tentar os Estados Unidos,e quem tem menos dinheiro,vem tentar no Brasil.E os coiotes não vão deixar “a peteca cair”,o cliente desistir do negócio,afinal,os lucros que esse mercado vem captando na América Latina,são extremamente significativos,uma máfia poderosa,com tentáculos em todos os lugares,onde inclusive,tem ligações com algumas agências de viagens,instaladas nas grandes metrópoles,principalmente em São Paulo,fazendo parte do “negócio” milionário.

Enfim,estão jogando no país,um exército de pessoas,que em sua maioria,assim que chegam ao “destino”,vê a realidade da “fria” em que entraram; passando a sentirem uma enorme frustração,e em seguida, um forte arrependimento.E não tendo mais condições pra voltar pra casa,o desespero toma conta,e a partir daí,entra a lei da sobrevivência.E o que pode acontecer daí pra frente,escravidão,cemitério e a cadeia,tem a resposta na ponta da língua.

É fato que o governo brasileiro quer fazer uma boa imagem no Haiti e na África,afinal,precisa com urgência,no continente africano,recuperar a sua influência para abocanhar boa parte da energia e riqueza da região,onde hoje,grande parte,está nas mãos da China. E no Haiti,o objetivo é estratégico,tendo como meta,uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU,e fortalecer alianças, a fim de garantir a segurança da produção do pré-sal,e quem sabe,ganhar algumas milhas a mais de soberania marinha além das 200 milhas. E não querendo criar nenhum tipo de constrangimento que possa vir a ser um obstáculo nos objetivos internacionais,o Brasil permite,e continuará permitindo, um corredor migratório de ilusão, jogando o problema, não nas mãos dos governadores e prefeitos,e sim,diretamente no colo do povo brasileiro.Joga bem na frente,mas deixa a zaga totalmente desguarnecida.

Recebendo os estrangeiros sem nenhuma triagem básica de saúde na primeira cidade brasileira que conseguem alcançar,como aconteceu em Brasiléia e Epitaciolândia, e agora,transferindo o problema para a cidade de Assis Brasil,onde os imigrantes que lá estão,e os que estão chegando,já revelado,que grande parte,não tem mais dinheiro para seguir em frente e alcançar a capital,Rio Branco,o governo do estado do Acre,junto com o governo federal,precisam rapidamente,dar continuidade à operação remoção,praticada recentemente em Brasiléia, pois se deixar a coisa aumentar,o improviso local, poderá resultar num outro monturo insalubre,refletindo diretamente na vida da cidade; e se o resultado for só à insatisfação e revolta da população local,como aconteceu em Brasiléia,será bom demais. O pior,não quero aqui falar no momento,que diga o meu colega e também jornalista acriano de Brasiléia, Alemão Monteiro ,o qual,vem sendo ameaçado de processo pelo governo do estado do Acre.

Fonte : O Globo
Estado-Maior do Exército

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