METEORITOS : TRAGÉDIAS A PARTE,COMÉRCIO DAS PEDRAS SE AQUECE.

Por Paula Rizzi – reprod.p/Cimberley Cáspio

meteoritoFoto: Meteorite Guy

Em 15 de fevereiro deste ano, fragmentos de um meteorito de cerca de 15 metros de diâmetro caíram nas localidades russas de Chelyabinsk, Sverdlovsk e Tyumen. O impacto deixou quase mil feridos e provocou graves danos materiais, além de gerar inquietação em todo o mundo. Depois do ocorrido, especialistas se encarregaram de tranquilizar a população, explicando como esse fenômeno, que ocorre há milhões de anos é monitorado.

No entanto, pouco se falou do comércio derivado do impacto do meteorito na Rússia. Enquanto, para a maioria, o evento foi devastador, para outros, foi uma oportunidade de obter peças únicas e vendê-las.

Dias depois da queda do meteorito, alguns oportunistas já tinham nas mãos alguns fragmentos e os vendiam nas ruas da cidade de Cheliábinsk. Com um valor médio de quarenta dólares o grama, os vendedores disponibilizaram seus “produtos” no site russo Avito, gerando a resposta imediata de milhares de interessados.

Diante da procura, a polícia da região passou a investigar a identidade dos vendedores para saber se as peças eram efetivamente fragmentos do meteorito – o que não seria ilegal – ou pedras comuns, o que constituiria fraude.

Um negócio em ascensão

Apesar da repercussão do meteorito na Rússia, a comercialização desses objetos não é novidade. A atividade chegou ao auge no final da década de 90, quando começaram a se popularizar as vendas on-line. A grande quantidade de interessados gerou uma alta sem precedentes nos preços dos fragmentos, atraindo cada vez mais curiosos e colecionadores.

Em 1995, o geólogo Eric Twelker criou a Meteorite Market, uma iniciativa que começou como um passatempo e acabou se transformando em uma empresa de alcance global. A Twelker compra fragmentos de meteoritos de distribuidores no Marrocos, Rússia, Canadá e Nigéria, entre outros países, disponibilizando uma ampla coleção em seu site.

Um caso similar é o de Michael Farmer (acima), um norte-americano que se dedica a à compra e venda de pedaços de meteoritos com altos lucros. Farmer possui peças variadas e insólitas, produto das numerosas expedições realizadas desde 2002 a lugares como Suécia, Colômbia, Espanha e Argentina.

Seja quem for o vendedor, os preços costumam variar segundo a procedência do material. Entre os de maior valor estão fragmentos de rochas originárias de Marte, com valores a partir de mil dólares o grama.

Embora a maioria dos compradores seja formada por cientistas ou especialistas interessados em estudar esses objetos celestes, o mercado também atende a colecionadores e curiosos, além de revendedores em busca de lucro.

Um fator importante para o desenvolvimento desse tipo de negócio é certificar a autenticidade das pedras, o que em grande parte depende das leis de cada país. Segundo especialistas, se um meteorito aterrissa nos Estados Unidos ou Reino Unido, é considerado propriedade do dono do terreno; se cai na Suíça, pertence ao governo – embora quem o encontre seja indenizado com uma soma proporcional ao valor do objeto. Já na Índia, Dinamarca e Austrália, eles devem ser entregues a museus estatais.

Apesar dos esforços para controlar a atividade, o comércio ilegal é frequente. Há pouco mais de um ano, na Argentina, um grupo de contrabandistas foi preso enquanto tentava retirar do país peças avaliadas entre 1,4 a 3,1 milhões de dólares.

Embora para muitos geólogos os caçadores de meteoritos prejudique futuras pesquisas, o número de interessados em lucrar com esse mercado continua crescendo.

O que você acha do comércio de meteoritos?

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