MOTORISTAS,PASSAGEIROS E FRALDAS…TUDO A VER.

Por Cimberley Cáspio

dor de barrigalucytrip.blogspot.com

A falta de banheiros nos ônibus de longo percurso entre um bairro e outro do Rio de Janeiro e Baixada Fluminense,principalmente nas linhas que cruzam a ponte Rio-Niterói,é uma reclamação antiga dos usuários e bem conhecida pelos empresários rodoviários e autoridades do setor.Porém até agora a coisa continua do mesmo jeito e com tendências a piorar,devido o aumento anual de veículos nas vias,aumentando ainda mais os engarrafamentos.Não precisa de bola de cristal para prever essa situação.

O longo tempo parado nos engarrafamentos nos horários de pico,tem levado passageiros e também os próprios trabalhadores rodoviários à um martírio orgânico infernal,que vez por outra,por não aguentarem mais segurarem a barra,o organismo vence e o constrangimento é terrível!Só quem já passou por isso é que sabe o constrangimento que é,em sentir a roupa molhada e as vezes no extremo,suja e mal cheirosa.Seja homem,mulher,criança e idoso, quando o organismo sinaliza que o negócio é pra valer,cada um se segura como pode,porém quem mais sofre são crianças e idosos.

Em alguns lugares é possível descer do ônibus e procurar um lugar para aliviar a bexiga ou o ventre,porém em outros…nem pensar,como por exemplo,na ponte Rio-Niterói e alguns trechos do Rodoanel e das marginais Tietê e Ipiranga em São Paulo,onde o longo tempo parado em engarrafamentos quilométricos lutando contra o organismo se torna uma luta em que muita das vezes é perdida. E a falta de sensibilidade das autoridades do setor e dos empresários rodoviários é flagrante em relação a isso e até em outros casos,como por exemplo,o elevador para cadeirantes,onde o número de ônibus disponíveis é muito pequeno e muitas das vezes,alguns motoristas pra não ter o trabalho de ficar um tempinho parado operando o elevador,alegam quebra do mesmo e deixam o cadeirante pra trás,não estão nem aí…enquanto o sofrimento da população continua.

Voltando ao tema do banheiro, em uma das minhas idas a São Paulo,conversei sofre o fato com um motorista de táxi que fazia ponto na rodoviária do Tietê e que me pediu para não ser identificado e fiquei surpreso ao saber que alguns deles usam fraldas como garantia pra hora em que sentirem que não vão vencer o organismo em um lugar totalmente fora de questão de se aliviar,ou totalmente distante do banheiro mais próximo.Porém após o uso,discretamente descartam a fralda,se higienizam e repõem outra fralda,seguindo vida normal,trabalhando como se nada tivesse acontecido, numa ação totalmente despercebida por quem quer que seja e pronto pra outra.Lógico,o uso da fralda só entra em ação,em casos extremos.Fora isso,uma mesma fralda vai ficando no corpo do profissional do volante o tempo de dias que tiver que ficar sem ser usada,até que em algum momento ela venha a ser o último recurso.Mas infelizmente ainda é um forte tabu e nenhum deles se predispõe a conversar sobre isso,temendo gozações de colegas e de passageiros.

Todavia sabendo que tão cedo as autoridades e os empresários rodoviários não vão atender essas reclamações,a utilidade da fralda,seja pelo profissional do volante,ou até por parte de passageiros,em situações que venham a ter que enfrentar um longo tempo parado nos engarrafamentos em lugares totalmente inapropriados para aliviar o ventre,ou a bexiga,é relevante e de nenhum constrangimento,pois ninguém vai querer saber quem está, ou não está usando fralda dentro do transporte público.E até em eventos públicos,onde as autoridades colocam banheiros “químicos”,que de “químicos” não tem nada,a não ser imundície e um forte cheiro de ácido,o uso da fralda é muito mais higiênico e menos constrangedor que enfrentar as filas em frente a esses “banheiros de rua”. E depois de usar a fralda,descarta-a discretamente e pronto.

Gostei da ideia e se querem saber,não estou nem aí pra tabu.

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